Restauração dentária estética em Porto Alegre
Restaurar é devolver estrutura ao dente sem removê-lo. A pergunta que define o resultado é quanto de dente sadio sobrevive ao processo. O material vem depois.
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O que a odontologia adesiva mudou
Durante décadas, restaurar exigia criar retenção mecânica: cavidades com formato específico, que sacrificavam dente sadio para segurar o material no lugar. O amálgama funcionava assim.
A resina composta adere quimicamente ao esmalte e à dentina. Isso permite remover apenas o tecido comprometido e preencher o que sobrou, mantendo o dente mais próximo do original.
A diferença aparece dez ou vinte anos depois: um dente que passou por restaurações conservadoras chega íntegro à meia-idade; um que passou por cavidades ampliadas chega precisando de coroa.
Quando restauração resolve
- Cárie que ainda não comprometeu a estrutura de sustentação
- Fraturas pequenas de borda incisal
- Desgaste por bruxismo ou erosão ácida em estágio inicial
- Substituição de restaurações antigas com infiltração ou manchamento
- Fechamento de pequenos espaços entre dentes, sem desgaste
- Correções de forma pontuais, quando a faceta seria excesso
Quando o caso pede cerâmica
Existe um ponto a partir do qual a resina deixa de ser a melhor escolha. Quando a área a restaurar é extensa, quando as cúspides estão comprometidas, quando a carga mastigatória é alta ou o paciente tem bruxismo intenso, a cerâmica, em onlay, overlay ou coroa, oferece resistência e estabilidade de cor superiores.
A decisão é técnica, não comercial. Indicar resina onde o caso pede cerâmica gera uma restauração que falha em pouco tempo; indicar cerâmica onde a resina resolve significa desgastar dente sem necessidade.
Restauração antiga: quando reavaliar
Restaurações não são definitivas. Elas envelhecem, e o ponto crítico é sempre a interface entre material e dente.
Sinais de que uma restauração precisa de atenção: linha escurecida na margem, sensibilidade ao frio ou à mordida, fio dental que rasga sempre no mesmo ponto, superfície que perdeu o brilho ou mudou de cor em relação ao dente.
Nem toda restauração antiga precisa ser trocada. Trocar sem indicação remove uma camada de dente sadio a cada vez, e esse é um custo que não se recupera. Radiografia interproximal e exame clínico separam o que infiltrou do que apenas manchou na superfície.
Como conduzimos na Matiz
Trabalhamos com isolamento absoluto sempre que a região permite. O lençol de borracha faz diferença mensurável: a resina adere mal na presença de umidade, e infiltração marginal em restauração nova quase sempre começa em contaminação durante o procedimento.
A seleção de cor é feita no início da consulta, com o dente ainda hidratado. Dente desidratado clareia em minutos sob isolamento, e escolher a cor depois disso é escolher errado, a restauração aparece dias depois, quando o dente reidrata.
Usamos técnica de estratificação em camadas, com resinas de opacidades diferentes reproduzindo dentina e esmalte. É mais demorado que preencher com uma massa só, e é a diferença entre uma restauração que some e uma que se vê de longe.
O acabamento e o polimento ocupam uma parte relevante do tempo da consulta. Superfície bem polida acumula menos biofilme, mancha menos e devolve o brilho que faz a peça desaparecer no conjunto.
Perguntas frequentes
01 Resina mancha com o tempo?
A resina absorve pigmento ao longo dos anos, sobretudo em quem consome café, chá, vinho tinto ou fuma. Polimento periódico recupera boa parte do brilho e da cor. Quando o manchamento é profundo ou há infiltração na margem, a substituição é o caminho.
02 Qual a diferença de preço para a cerâmica?
A cerâmica envolve laboratório, mais sessões e material de custo maior, então a diferença é significativa. O que costuma não entrar na conta é a durabilidade: em áreas de carga alta, uma cerâmica bem indicada pode sair mais barata ao longo de uma década do que sucessivas resinas.
03 Preciso trocar minhas restaurações antigas?
Só se houver indicação. Radiografia e exame clínico mostram se há infiltração, cárie recorrente ou fratura. Restauração que apenas mudou de cor, sem comprometimento, pode ser polida. Cada troca desnecessária custa uma camada de dente sadio.
Revisado em por Werner Marks, responsável técnico · CRO-RS 20211