Pular para o conteúdo

Como fazemos o diagnóstico antes de propor tratamento

A maior parte do retrabalho que recebemos não começou com má execução. Começou com um diagnóstico apressado, e nenhuma técnica corrige um plano feito sobre a pergunta errada.

Agendar avaliação

O que entra numa avaliação de reabilitação?

Cinco coisas, nesta ordem: anamnese, exame clínico, registro fotográfico, análise da oclusão e imagem quando indicada. Nenhuma delas é opcional num caso extenso, e é a quarta que mais costuma faltar nos planos que chegam até aqui para segunda opinião.

Anamnese: histórico de saúde, medicações, bruxismo, hábitos, tratamentos anteriores e, parte que costuma ser pulada, o que incomoda você, com suas palavras.

Exame clínico: dentes, tecido periodontal, mucosa, articulação temporomandibular e musculatura. A boca não termina nos dentes.

Registro fotográfico padronizado: com afastadores, em ângulos fixos. Serve para planejar, para comparar depois e para você enxergar o que está sendo descrito.

Análise da oclusão: como os dentes se encontram, qual toca primeiro, como a mandíbula se move. É o que mais falta nos casos que chegam para retrabalho.

Imagem quando indicada: radiografia periapical, interproximal ou tomografia, conforme a pergunta que precisa ser respondida.

Por que a mordida decide tanta coisa

Um dente não funciona sozinho. Ele existe dentro de um sistema que inclui os outros dentes, a articulação e a musculatura, e esse sistema distribui força a cada mastigada e a cada apertada noturna.

Quando a distribuição está desequilibrada, o dano aparece no elo mais fraco: uma faceta que lasca, um implante cujo parafuso afrouxa, uma restauração que trinca, um dente com mobilidade.

Trocar a peça que falhou sem corrigir a distribuição é trocar o elo mais fraco de lugar. O problema volta, em outro dente, alguns anos depois.

O que sai da consulta

Um diagnóstico, não uma lista de procedimentos. A diferença é que o diagnóstico explica por que a boca está como está.

Os caminhos possíveis, quando há mais de um, com o que cada um implica em tempo, em preservação de estrutura, em manutenção e em custo.

O cenário de não fazer nada agora. Nem todo caso é urgente, e adiar com acompanhamento é uma conduta legítima que raramente aparece nos planos apresentados.

E a ordem das etapas, que costuma importar tanto quanto as etapas em si: periodontal antes de protético, ortodôntico antes de restaurador, bruxismo antes de cerâmica.

Perguntas frequentes

01 Quanto tempo dura a primeira consulta?

Bem mais que uma consulta de rotina, porque inclui exame completo, registro fotográfico e análise da mordida. É o tempo necessário para que a proposta seja sobre a sua boca, e não sobre um caso parecido.

02 Já tenho um plano de outra clínica. Vocês refazem tudo?

Avaliamos do zero, mas usando toda documentação que você trouxer. Em muitos casos o plano anterior está tecnicamente correto e a conversa é sobre sequência ou alternativas. Em outros, o diagnóstico leva a outro caminho. Os dois desfechos acontecem.

03 Preciso decidir na hora?

Não, e não recomendamos. Reabilitação envolve tempo, dinheiro e convivência longa com o resultado. Leve o parecer, pense, pergunte, busque outra opinião se quiser.

Revisado em por Werner Marks, responsável técnico · CRO-RS 20211

Próximo passo

A maior parte do retrabalho que recebemos não começou com má execução. Começou com um diagnóstico apressado.

A avaliação termina em diagnóstico, não em orçamento. Leve o que tiver de exames e do tratamento anterior; na falta, fazemos os registros na própria consulta.

Agendar avaliação