Extração dentária minimamente invasiva em Porto Alegre
Extração é o único procedimento odontológico que não tem volta. Por isso, na Matiz, ela é a última pergunta da avaliação, nunca a primeira resposta.
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Por que preservar o dente importa tanto
Um dente natural faz mais do que mastigar. A raiz estimula o osso alveolar, que existe justamente porque ela está ali, sem esse estímulo, o osso reabsorve. O ligamento periodontal amortece a carga e informa ao cérebro a força exata da mordida, uma propriocepção que nenhum implante devolve.
Perder um dente muda o conjunto. Os vizinhos inclinam para o espaço, o antagonista extrui em busca de contato, a mordida se reorganiza e a articulação temporomandibular passa a trabalhar diferente.
Nada disso significa que extrair é sempre errado. Significa que a decisão tem consequências que se estendem muito além do dente em questão.
Quando a extração é mesmo indicada
Há situações em que manter o dente causa mais dano do que removê-lo. Nesses casos, a extração é o tratamento correto, e adiá-la compromete o que está em volta.
- Fratura radicular vertical, que não tem tratamento previsível
- Perda óssea periodontal avançada, com mobilidade que não se recupera
- Cárie que avançou muito abaixo da margem gengival, sem remanescente restaurável
- Infecção que não respondeu a tratamento de canal nem a retratamento
- Sisos com risco documentado à estrutura do dente vizinho
- Indicação ortodôntica, quando o espaço é necessário ao planejamento
Como conduzimos
A técnica minimamente invasiva substitui a alavanca convencional por instrumentos que rompem o ligamento periodontal e removem o dente no seu próprio eixo, sem expandir a tábua óssea.
Quando necessário, o dente é seccionado e retirado em partes, remover três fragmentos por um caminho estreito preserva mais osso do que forçar um dente inteiro por um caminho largo.
Em dentes com indicação de implante futuro, a preservação alveolar entra no mesmo ato: enxerto no alvéolo logo após a remoção, para conter a reabsorção que acontece nos primeiros meses. Isso costuma decidir se o implante posterior será simples ou exigirá reconstrução.
Antes de aceitar uma indicação de extração
Recebemos com frequência pacientes que chegaram com indicação de extrair e saíram com o dente na boca, e o contrário também acontece.
O que vale perguntar ao profissional que indicou: qual o diagnóstico específico, quais alternativas foram consideradas, e o que acontece se a extração for adiada três meses para uma segunda avaliação.
Peça suas radiografias e sua tomografia. O exame é seu, e é ele que permite uma segunda opinião de verdade, sem ele, qualquer avaliação recomeça do zero.
Os primeiros dias
O coágulo que se forma no alvéolo é a estrutura sobre a qual todo o reparo acontece. Protegê-lo nas primeiras 24 horas é a parte mais importante do pós-operatório, e é simples: nada de cuspir com força, sugar canudo, fumar ou bochechar.
Gelo externo intermitente nas primeiras horas reduz o edema. Do segundo dia em diante, o calor local ajuda mais que o frio.
A alimentação volta ao normal por etapas, fria e macia no primeiro dia, morna e macia nos seguintes. Mastigar do lado oposto é regra até a região deixar de incomodar.
A higiene continua, inclusive perto da ferida: escova macia, sem entrar no alvéolo. Suspender a escovação da região é o que mais gera infecção secundária.
Sinais que pedem retorno antes do agendado: dor que aumenta a partir do terceiro dia em vez de diminuir, sangramento que não cede com compressa, febre ou gosto persistente de ruim. São incomuns, e todos têm conduta definida.
Perguntas frequentes
01 Sempre é preciso extrair o dente?
Não. Extração é o último recurso do nosso protocolo — não o primeiro. Um dente preservado mantém osso, ligamento e propriocepção, coisas que nenhum implante devolve. Quando a extração é mesmo necessária, você vai saber exatamente por quê.
02 Quanto tempo leva a recuperação?
O desconforto maior costuma se concentrar nas primeiras 48 a 72 horas e é controlado com medicação. O fechamento do tecido leva em torno de duas semanas; a maturação óssea, alguns meses. Extrações mais simples seguem prazos bem menores.
03 Preciso repor o dente extraído?
Na maioria dos casos, sim, não por estética, mas porque o espaço vazio reorganiza a mordida. A exceção mais comum é o siso, cuja ausência normalmente não exige reposição. A decisão e o momento entram no planejamento junto com a extração, não depois.
Revisado em por Werner Marks, responsável técnico · CRO-RS 20211