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Bruxismo e reabilitação oral em Porto Alegre

Bruxismo é o hábito de apertar ou ranger os dentes, dormindo ou acordado. Ele desgasta dentes e aparece com frequência por trás de faceta, coroa ou prótese que quebra. Por isso, antes de refazer um trabalho que falhou, é preciso saber se essa força está presente.

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O que é bruxismo

Bruxismo é a atividade repetida dos músculos da mastigação de apertar ou ranger os dentes. Pode acontecer durante o sono ou durante o dia, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

O consenso internacional mais citado sobre o tema trata o bruxismo como um comportamento, e não necessariamente como doença. Em muita gente ele não causa dano. O problema aparece quando a força passa do que dentes, músculos e trabalhos odontológicos suportam.

A força do apertamento dura mais que a da mastigação e age em direções que mastigar não usa. Essa combinação desgasta esmalte, trinca dentes e cansa os materiais.

Sinais que podem indicar bruxismo

Nenhum sinal isolado confirma bruxismo. Eles orientam a avaliação, e só o exame junta as peças.

  • Dentes com bordas gastas, planas ou lascadas
  • Trincas no esmalte, visíveis contra a luz
  • Restaurações, facetas ou coroas que lascam ou soltam repetidas vezes
  • Dor ou cansaço na face ao acordar
  • Dor de cabeça na região das têmporas pela manhã
  • Sensibilidade nos dentes sem cárie aparente
  • Relato de quem dorme ao lado sobre ruído de ranger

Por que o bruxismo quebra trabalhos

Facetas, coroas, implantes e protocolos são planejados para a carga da mastigação. O bruxismo impõe outra carga, mais longa e muitas vezes lateral. O material raramente falha por ser fraco. Ele falha por fadiga, depois de receber essa força noite após noite.

Implante é um caso à parte. Ele não tem o ligamento que, no dente natural, amortece a carga e avisa quando há excesso. A sobrecarga aparece como parafuso que afrouxa, cerâmica que lasca ou, com o tempo, perda de osso em volta.

Em facetas, o padrão costuma ser a borda que lasca ou a peça que solta. Em coroas e pontes, a porcelana que trinca. Em protocolos, dentes de resina gastos ou estrutura que fratura.

Refazer sem tratar a força tende a falhar

Quando um trabalho quebrou por causa do bruxismo, a peça nova encontra a mesma força que quebrou a anterior. Trocar o material por um mais resistente às vezes só muda o ponto de falha: a cerâmica aguenta, e quem cede é o dente, o cimento ou o parafuso.

Por isso o rediagnóstico pergunta primeiro por que quebrou, e só depois o que colocar no lugar. Essa ordem vale para qualquer segunda opinião. No bruxismo ela pesa mais.

A sequência que seguimos é controlar a força, estabilizar a mordida e então reabilitar. O desenho da peça nova, a espessura do material e os contatos com os dentes opostos são planejados levando o bruxismo em conta. A proteção noturna faz parte do tratamento desde o início.

A placa de bruxismo

A placa oclusal é uma peça rígida, feita sob medida a partir de molde ou escaneamento, que cobre os dentes de uma arcada. Ela recebe a força no lugar dos dentes e dos trabalhos e distribui os contatos de forma equilibrada.

A placa protege, mas não faz o bruxismo desaparecer. Marcas e desgaste na placa mostram que ela está recebendo a força que iria para os dentes.

Ela precisa de ajuste e de revisão. Uma placa que não cobre todos os dentes, ou que perdeu o ajuste, pode com o tempo permitir que dentes se movimentem. Por isso ela é conferida nas consultas de manutenção.

Placas prontas, vendidas sem ajuste, não controlam os contatos e não substituem uma placa feita para a sua boca.

Quando a reabilitação é indicada

Ter bruxismo não significa precisar de reabilitação. Em muita gente, controlar a força com placa e acompanhamento basta, e os dentes ficam como estão. A reabilitação entra quando o desgaste ou as fraturas já comprometeram função, aparência ou proteção dos dentes.

  • Desgaste que expôs a dentina e causa sensibilidade
  • Perda de altura dos dentes que alterou a mordida ou a aparência do rosto
  • Trincas e fraturas que ameaçam a estrutura do dente
  • Trabalhos que quebram de forma repetida

Quando ainda não é o momento

Reabilitar enquanto a força não está controlada, enquanto há dor muscular ou articular sem diagnóstico ou com a gengiva inflamada é começar pela etapa errada. Essas questões são tratadas primeiro.

Dor na articulação ou nos músculos da face pode ter outras origens além do bruxismo. Quando o quadro sugere distúrbio do sono ou disfunção temporomandibular, a avaliação inclui outros profissionais.

Dentes desgastados: o que dá para recuperar

Dente desgastado não volta a crescer. A reabilitação devolve forma e altura com restaurações, facetas ou coroas, conforme o quanto foi perdido.

Quando o desgaste é extenso, recuperar a altura muda a mordida inteira. Isso se planeja com enceramento e se testa com provisórios antes das peças finais, para que músculos e articulação se adaptem à nova posição.

Em desgastes iniciais, restaurações em resina podem bastar. Em desgastes maiores, a cerâmica costuma oferecer mais resistência. A escolha depende de quanto dente sobrou e da força que ele recebe.

Como conduzimos na Matiz

A avaliação inclui exame dos músculos da face e da articulação, análise da mordida em movimento e registro fotográfico do desgaste. Quando há trabalhos quebrados, examinamos cada peça e pedimos radiografia.

Se você chega com uma faceta, uma coroa ou uma prótese que quebrou, o primeiro passo é entender o padrão da falha. É isso que define se a peça pode ser reparada, se precisa ser refeita e o que muda na nova.

Perguntas frequentes

01 Bruxismo tem cura?

Não existe um tratamento único que faça o bruxismo desaparecer em todos os casos. Ele varia com fases de estresse, com o sono e com outros fatores. O tratamento controla a força, protege dentes e trabalhos e cuida do que estiver associado. O acompanhamento ajusta a conduta ao longo do tempo.

02 Placa de bruxismo pode quebrar os dentes?

Uma placa bem ajustada não quebra dentes. Ela é feita justamente para receber a força no lugar deles. Se você sente dor nos dentes ao usar a placa, ou se ela ficou apertada ou frouxa, ela precisa ser avaliada e ajustada.

03 Placa de bruxismo quebrou, o que fazer?

Pare de usar a placa quebrada: bordas partidas podem machucar, e a peça deixa de distribuir a força de forma equilibrada. Traga as partes na consulta. Uma placa que quebra mostra que a força é intensa, e isso também é informação para o diagnóstico. Conforme o caso, ela é reparada ou refeita, às vezes com outra espessura.

04 Bruxismo quebra implante?

O titânio raramente quebra. O que o bruxismo costuma afetar é o conjunto: parafuso que afrouxa, coroa que lasca e, com o tempo, sobrecarga no osso em volta. Quem tem bruxismo pode ter implante, desde que a força entre no planejamento e a placa noturna faça parte da manutenção.

05 Quem tem bruxismo pode usar lente de contato?

Em muitos casos, sim, com planejamento e placa noturna. A força é avaliada antes, e há situações em que lente ou faceta não é a indicação, como um desgaste intenso que ainda não está controlado. Facetas que lascam na borda ou soltam com frequência podem indicar bruxismo. Só a avaliação define o seu caso.

06 Mordida torta causa bruxismo?

A relação é menos direta do que se costuma ouvir. O entendimento atual liga o bruxismo mais ao sono, ao estresse e a outros fatores do que à posição dos dentes. A mordida desequilibrada, porém, influencia onde a força se concentra e quais dentes ou trabalhos sofrem mais. Por isso ela é sempre avaliada.

Revisado em por Werner Marks, responsável técnico · CRO-RS 20211

Próximo passo

Bruxismo é o hábito de apertar ou ranger os dentes, dormindo ou acordado. Ele desgasta dentes e aparece com frequência por trás de faceta, coroa ou prótese que quebra. Por isso, antes de refazer um trabalho que falhou, é preciso saber se essa força está presente.

A avaliação termina em diagnóstico, não em orçamento. Leve o que tiver de exames e do tratamento anterior; na falta, fazemos os registros na própria consulta.

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